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segunda-feira, dezembro 26, 2011

Anoitecer da Península Ibérica é imagem do dia da NASA


Captada na noite de 4 de Dezembro, a imagem do dia em destaque esta segunda-feira na página da NASA é a Península Ibérica.

Uma 'festa de luzes' demonstra a distribuição populacional de Espanha e Portugal, onde o Litoral sai claramente a ganhar. 

A imagem, captada do espaço, assinala ainda a localização de Lisboa, Sevilha e Madrid.



26/12/2011 | 18h35

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Primeiros exoplanetas com a dimensão da Terra

Astronomia
Comparação entre os planetas 
Fotografia © Tim Pyle

Planetas foram identificados na órbita da estrela Kepler 20, a mil anos-luz da Terra pelo observatório espacial Kepler

Um tem o tamanho da Terra, o outro é um pouco mais pequeno. São os primeiros exoplanetas de tamanho idêntico ao da Terra alguma vez identificados e acabam de ser anunciados pelo grupo de astrónomos que os detectou. A equipa deFrançois Fressin, do centro de astrofísica Harvard Smithonian, nos Estados Unidos, que os descobriu, baptizou-os de Kepler 20f e Kepler 20e e publicou a descoberta on line, na Nature.

Detectados pelo observatório espacial Kepler, cuja missão é justamente procurar e mapear estes mundos distantes na órbita de outras estrelas da Via Láctea, os dois novos exoplanetas são um passo mais nesta aventura da astronomia.

Até agora, a esmagadora maioria dos cerca de 700 exoplanetas que os astrónomos já conseguiram identificar são os chamados gigantes gasosos, cuja dimensão é comparável à de Júpiter, no sistema solar. Com o observatório espacial Kepler na órbita terrestre desde 2009, tornou-se possível olhar mais longe e de forma mais apurada. Anteriormente, o planeta mais pequeno identificado pelo Kepler tinha 1,4 vezes a dimensão da Terra.

Estes dois novos exoplanetas poderão ser rochosos como a Terra, mas as suas temperaturas são muito elevadas, dada a grande proximidade a que estão da sua estrela, afirmam os cientistas. Um deles poderá ter uma atmosfera muito espessa feita de vapor de água, mas nenhum se encontra na chamada zona habitável do sistema planetário.

domingo, dezembro 18, 2011

Um dia da Terra visto por novo satélite da NASA

Fotografia

  A Terra fotografada em 'fatias', todas com a mesma intensidade de luz Fotografia © NASA 

A agência espacial norte-americana revelou esta semana a primeira imagem completa do nosso planeta como visto pelo novo satélite VIIRS - um aparelho que, por estar em órbita sincronizada com o sol, capta cada momento com a mesma intensidade de luz. 

O conjunto de fotografias compostas na imagem acima foram tiradas no dia 24 de Novembro e serviram de primeiro teste para as câmaras do satélite, que está a ser activado por fases.

O VIIRS, que orbita a Terra a 824 quilómetros de altitude, fotografa a superfície do planeta em 'fatias' de 3000 quilómetros de largura, daí o aspecto de 'gomos de laranja' que a imagem acima apresenta.

O Árctico não está presente na imagem uma vez que esta região recebe durante o Inverno luz do sol insuficiente para que as câmaras a 'vejam', como explica a NASA no comunicado que pode ler na íntegra AQUI.

Além de captar o espectro de luz visível, o VIIRS - sigla que significa Visible Infrared Imager Radiometer Suite - é dotado de instrumentos para medir a temperatura da atmosfera e dos oceanos, bem como é capaz de detectar incêndios florestais e outros fenómenos que contribuem para as alterações climáticas.

sábado, dezembro 17, 2011

Sonda russa falhada vai despenhar-se no ano novo

Espaço
Momento do lançamento da sonda que se vai despenhar no próximo mês

A sonda russa Phobos-Grunt, que em Novembro ficou 'encalhada' na órbita da Terra devido a um problema no lançamento, deve despenhar-se no início de Janeiro, revelou ontem a agência espacial da Rússia.

O aparelho, que pesa mais de 13 toneladas, falhou a missão a Marte - onde iria estudar um dos satélites naturais do planeta - e está actualmente em órbita da Terra.

Todas as tentativas para reiniciar o aparelho falharam e a agência espacial russa, Roscosmos, admitiu esta semana que a queda da sonda é inevitável, apontando para os dias 6 a 19 de Janeiro como datas prováveis.

No entanto, os cientistas afirmam não ser possível saber exactamente onde os destroços irão despenhar-se, prevendo-se que pelo menos 30 pedaços do aparelho 'sobrevivam' à reentrada na atmosfera.

A Phobos-Grunt tem a bordo 11 toneladas de combustível tóxico e 10 quilos de cobalto-57, radioactivo, que os especialistas afirmam não representar riscos para o ambiente uma vez que estes elementos deverão incinerar-se durante a queda.
In Diário de Notícias online 
17/12/2011

Fotografia © Reuters

quinta-feira, dezembro 15, 2011

NASA quer 'caçar' cometas com arpões (COM VÍDEO)

Projecto

A agência espacial norte-americana NASA está a preparar um sistema que permita capturar e trazer para a Terra amostras do núcleo de cometas utilizando um arpão especial.

Veja o vídeo de apresentação do Goddard Space Flight Center, da NASA:
 
O sistema - que está actualmente a ser testado em laboratório - prevê a utilização de um arpão que, lançado de uma sonda espacial, se prenda ao núcleo do cometa e depois seja capaz de capturar uma amostra do material, que será depois transportado de volta à Terra para ser analisado.

Aterrar um aparelho na superfície de um cometa revela-se muito complicado, dado esta ser essencialmente composta por pó e gelo - que se derrete quando o corpo celeste passa próximo do Sol (o que forma a 'cauda', soprada pelo vento solar, que estamos habituados a associar a estes objectos).

A melhor solução, defendem os cientistas do Goddard Space Flight Center, é usar um arpão para prender uma sonda ao corpo celeste.

Os cometas são dos objectos mais antigos do sistema solar, alguns datando mesmo da época da sua formação. O seu estudo é assim considerado essencial para melhor compreender como se formaram o Sol e os os planetas que o rodeiam, incluindo a Terra.

In Diário de Notícias online

15/12/2011

Supernova ajuda a desvendar mistério cósmico

A explosão estelar foi seguida quase desde o início pelos cientistas.


Uma supernova é uma estrela em fim de vida que explode. Esta foi a maior dos últimos 25 anos. Graças à sua observação, os cientistas já conseguiram eliminar algumas hipóteses sobre o processo na sua origem.

A galáxia onde ocorreu a supernova, antes e depois
Fotografia © DR

quarta-feira, dezembro 14, 2011

A "chuva de estrelas" mais potente do ano

A chuva de meteoros Gemínidas, a mais potente do ano, vai alcançar, esta quinta-feira de madrugada, a sua máxima actividade, podendo ser avistada até sexta-feira a partir de quase todos os lugares da Terra.

A chuva de estrelas baseia-se naquilo a que vulgarmente chamamos estrelas cadentes e que são restos deixados pelos cometas na sua órbita em volta do Sol em locais que a Terra atravessa periodicamente.

Mas o espectáculo desta semana é diferente, por as partículas espaciais não serem restos de um cometa, mas de um estranho objecto rochoso designado 3200 Faetón, que liberta escombros empoeirados, as chamadas Gemínidas.

A Agência Espacial norte-americana (NASA) desafia os internautas a assistirem esta noite em directo à "chuva de estrelas" através da Internet, pela página "Up All Night with NASA".

Os especialistas da NASA responderão em directo às dúvidas dos internautas desde o Centro Marshall para Voos Espaciais a partir das 23.00 horas locais (04.00 horas de quinta-feira em Portugal continental).

A lua dificultará a observação da "chuva de estrelas", mas se o céu estiver limpo prevê-se que possam ser observadas cerca de 40 Gemínidas por hora.