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terça-feira, setembro 27, 2011

"Terminar sessão" no Facebook pode não ser suficiente

"Terminar sessão" no Facebook pode não chegar para garantir a privacidade. A observação foi feita pelo "hacker" australiano Nik Cubrilovic, que diz ser possível publicar actualizações de perfil mesmo que a sessão esteja terminada. 

(foto Diogo Maia/Global Imagens)

Segundo o especialista informático, quando o utilizador clica no botão "sair" do Facebook, o site deixa no computador um ficheiro que contém informações pessoais e continua a comunicar ao serviço elementos sobre a navegação do internauta.

A culpa parece ser das "cookies", pequeno ficheiro guardado no disco rígido do computador e no qual são guardadas as informações sobre o perfil do utilizador. O Facebook, como outros sites e serviços utilizam-nas, mas segundo Cubrilovic, quando o utilizador "sai", a "cookie" não é excluída mas apenas mudada. O utilizador continua a navegar sem saber que as informações estão activas.

"Se nos ligarmos ao Facebook a partir de um computador público, e clicarmos sobre "sair", deixamos impressões digitais para trás. Pelo que vejo, essas impressões digitais permanecem presentes até que alguém apague manualmente todos as "cookies" do Facebook a partir do computador", explica Cubrilovic.

"As cookies do Facebook não são utilizadas para espionar os internautas. Não é esse o papel. No entanto, usamos cookies para fornecer um conteúdo personalizado (...) melhorar o nosso serviço ou para proteger os nossos utilizadores e os nossos serviços (por exemplo para nos proteger de negações do serviço ou para solicitar uma segunda autenticação quando o utilizador se conecta a partir de um lugar pouco habitual)", responde Gregg stefancik, um engenheiro do Facebook, ao artigo de Cubrilovic.

Este debate sobre a utilização das "cookies" pela rede social acontece alguns dias depois da apresentação das novas funcionalidades do Facebook por Mark Zuckerberg, o fundador da rede social, durante a conferência F8 da rede social. Entre as novidades, há a possibilidade de determinados serviços publicarem automaticamente as informações do perfil dos utilizadores - por exemplo, as músicas que estão a ouvir em serviços como o Deezer ou Spotify.

26/09/2011

Facebook: Actualizações ameaçam privacidade e segurança

A Bitdefender, provedor de soluções de segurança para a Internet, considera que a privacidade e a segurança dos clientes estão ameaçadas na sequência das novas actualizações feitas na rede social e da posterior introdução de novas funcionalidades.

Em comunicado hoje divulgado, a Bitdefender anuncia que elaborou uma lista de cinco pontos que demonstra os problemas de segurança do Facebook, após as actualizações realizadas.

Segundo o provedor de soluções de segurança para a Internet, as novas listas inteligentes do Facebook - que permitem distinguir amigos, colegas, entre outros - levam os utilizadores a partilhar mais informação (local de trabalho, habilitações literárias), "dando aos ciberdelinquentes a arma perfeita para os ataques dirigidos", ou seja, desenhados especificamente para afectar uma pessoa.

Como explica a Bitdefender, "tendo em conta que essa informação pública e indexável nos motores de busca", os "atacantes saberão exactamente em que empresa trabalha essa pessoa, que actividade desenvolve na mesma e, mais ainda, em que projecto particular está a trabalhar". Neste caso estamos a falar de um universo de "mais de 800 milhões de utilizadores", adianta.

O segundo ponto tem a ver com a opção disponível no Facebook de "Subscrever", que pode aumentar o número de 'spam bots", ou sejas, contas de utilizador fictícias.

A terceira fragilidade passa pelo facto de muitos utilizadores criarem uma espécie de "diário do dia a dia" no Facebook. Caso os utilizadores não mudem a configuração predeterminada de privilégios de quem pode ou não ver a informação na sua página, este diário ficará disponível de todos, com locais, fotografias ou vídeos, agora de uma maneira mais fácil e visível.

O quarto ponto respeita o tema Saúde, que passa a ser pública por defeito. Assim, se um utilizador partilhar um tema sobre uma doença ou uma cirurgia, esta informação será automaticamente pública.

Por último, a Bitdefender aponta o conceito de 'widgets', ou seja, novas aplicações, como uma "porta aberta para as fraudes interactivas".

A empresa refere que o conceito introduzido pelo Facebook "permite aos criadores elaborarem novos objectos e leva a interacção a um nível completamente novo", uma vez que a aplicação está no muro do utilizador. Assim, "qualquer pessoa que interaja com o perfil do utilizador interage com a aplicação", o que poderá ser atractivo para os ciberdelinquentes.

"Com cada vez mais e mais informação sobre o utilizador no seu perfil, o problema do roubo de contas converter-se-á numa ameaça cada vez mais importante. O Facebook está a fazer muito pela melhoria da interacção, mas não vemos nenhum passo importante em matéria de segurança", refere Jocelyn Ovalle, directora de marketing da Bitdefender para Portugal e Espanha, citada no comunicado.

por Lusa
26/09/2011

sábado, setembro 24, 2011

Lightcycle: uma mota eléctrica para os fãs de Tron

A empresa americana Parker Brothers Choppers criou a sua segunda versão de uma Lightcycle, desta vez eléctrica e com uma velocidade máxima de 160 km/h.

(Parker Brothers Choppers)

O projecto Lifecycle da Parker Brothers Choppers criou uma réplica elétrica da mota futurística do filme Tron: Legacy. Esta empresa especializa-se no fabrico de motas personalizadas e já anteriormente tinha criado uma Lightcycle a diesel.

(Parker Brothers Choppers)

A Lightcycle faz jus ao nome por estar coberta de luzes néon nas rodas, um design que será certamente apelativo aos fãs de Tron. Anteriormente já a Honda se tinha recentemente inspirado na Guerra das Estrelas para criar um motociclo.

(Parker Brothers Choppers)

Esta mota não chega à velocidade da luz mas consegue atingir uma velocidade máxima de 160 km/h, uma performance impressionante para uma mota eléctrica. A Lightcycle consegue percorrer 160 quilómetros antes de ter de ser recarregada.

(Parker Brothers Choppers)

Outro elemento impressionante deste veículo é o facto de os seus criadores afirmarem que a bateria se carrega em apenas 35 minutos.

(Parker Brothers Choppers)

Ainda não se conhece o preço da nova Lightcycle eléctrica ou como será vendida, mas a versão antiga (a diesel) ainda está disponível no site da Hammacher Schlemmer a um preço superior a 40 mil euros.



In Expresso online
Carlos Afonso Monteiro | 23 de Setembro de 2011

Satélite caiu no oceano Pacífico

5.00 em Lisboa (ACTUALIZADA)

O satélite norte-americano de 6,3 toneladas que se esperava caísse sobre a Terra sexta-feira ou sábado caiu à volta da meia-noite (05:00 em Lisboa). O Satélie desintegrou-se na reentrada na atmosfera e a NASA não registou quaisquer danos materiais.

Através da rede social Twitter, a NASA informou que o satélite entrou na atmosfera sobre o oceano Pacífico.

Antes, a NASA tinha indicado que o satélite caiu entre as 23:23 de sexta-feira e as 01:09 de sábado, hora de Washington (04:23 e 06:09 de sábado em Lisboa), quando sobrevoava uma parte do Canadá e de África, assim com grande parte dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.

O Satélite de Investigação de Alta Atmosfera foi lançado em 1991 para medir os efeitos da poluição na atmosfera e a evolução das alterações climáticas. O UARS deixou de funcionar em 2005.

24/09/2011
por Lusa

Satélite deve cair de madrugada no Pacífico (actualização)

foto NASA/AFP
A NASA atrasou em algumas horas a previsão de queda do satélite UARS, apontando a reentrada na atmosfera para a madrugada deste sábado. Local mais provável para o impacto é o Pacífico.

"A actividade solar já não é o principal factor a determinar o rácio de descida" e "aparentemente, a orientação do satélite ou a sua configuração mudaram, o que estará a desacelerar a queda", explica a NASA numa nota informativa.

Na anterior previsão, a agência espacial norte-americana indicava que o satélite UARS (Upper Atmosphere Research Satellite), que pesa 5,6 toneladas, iria entrar na atmosfera terrestre durante a tarde de sexta-feira.

Pelo menos 26 pedaços do satélite deverão resistir à reentrada na atmosfera, mas o local da queda ainda continua uma incógnita. A NASA apenas avança que a probabilidade de caírem nos Estados Unidos é baixa e a possibilidade de atingirem uma pessoa é "extremamente reduzida" (uma em 3200).

Um especialista internacional em dinâmica orbital adiantou ao jornal "El País" que a maior probabilidade é que o satélite caia cerca das 3 horas da madrugada sobre o Pacífico.

24/09/2011 00h40

sexta-feira, setembro 23, 2011

NASA adia queda de satélite na Terra (vídeo)

Depois de excluir a possibilidade dos Estados Unidos serem atingidos pelos destroços, a NASA diz agora que tal ainda pode acontecer, entre hoje à noite e a madrugada de amanhã.

O satélite em rota de colisão com a Terra deverá entrar na atmosfera entre hoje à noite e a madrugada de amanhã, sábado, dia 24 (hora de Nova Iorque, menos cinco do que em Lisboa), informa a NASA.

No último relatório da agência espacial norte-americana pode ler-se que "a atividade solar já não é o principal fator a determinar o rácio de descida" e que "aparentemente, a orientação do satélite ou a sua configuração mudaram, o que estará a desacelerar a queda".

Na anterior previsão, a NASA estimava que o Upper Atmosphere Research Satellite (UARS), deveria ter entrado na atmosfera terrestre sexta-feira, dia 23, à tarde.

Apesar de ter corrigido a janela temporal, a NASA continua a não dizer onde deverão cair os destroços do maior satélite a atingir a Terra nos últimos 30 anos.

Ontem, a agência espacial excluía a possibilidade dos destroços atingirem a América do Norte, mas hoje, apesar de dizer que é pouco provável, não afasta esta possibilidade devido às alterações no "rácio de descida".

Recorde-se que, segundo a NASA, a probabilidade dos restos do UARS, que pesa 5,9 toneladas, atingirem uma pessoa é muito remota - uma em 3.200.

Os cientistas garantem que o satélite se desintegrará ao entrar na atmosfera e que pelo menos 26 grandes pedaços do engenho caiam sobre o planeta. (ver simulação em vídeo)

O UARS foi lançado com o intuito de estudar as alterações climáticas, medindo a concentração de determinadas substâncias químicas na atmosfera.

SIMULAÇÃO DA ENTRADA DO SATÉLITE NA ATMOSFERA



Expresso
21:34 Sexta feira, 23 de setembro de 2011

Perguntas e respostas sobre o satélite prestes a cair na Terra

Espaço

Com o satélite UARS a aproximar-se da atmosfera terrestre a uma velocidade de mais de 27 mil kms/hora, um perito da NASA em detritos espaciais esclarece as questões essenciais

Todos os satélites em órbita acabam por cair em direcção à Terra, explica o especialista da NASA ouvido pela revista Time. Mas quando se trata de um gigante de quase seis toneladas, com reentrada na atmosfera terrestre prevista para algures entre quinta-feira e sábado, as atenções viram-se para o céu.
O que faz um satélite ficar fora de controlo e dirigir-se para a Terra?

Todos os satélites vão, gradualmente, caindo de volta à Terra devido ao arrastamento atmosférico e à pressão da radiação solar. A Estação Espacial Internacional, por exemplo, tem de efectuar, periodicamente, pequenas manobras para voltar à sua altitude de origem. O UARS deixou de funcionar em Dezembro de 2005 e, desde então, a sua atitude tem vindo a diminuir lentamente.
Como é que prevê a zona de impacto?

A Rede de Vigilância Espacial norte-americana faz previsões de quando o satélite deverá reentrar a parte mais densa da atmosfera. No entanto, essas previsões não são precisas. A duas horas da reentrada, ainda há uma margem de erro de cerca de 25 minutos, o que equivale a mais ou menos... 12 mil quilómetros

Com que frequência há reentradas na atmosfera da Terra?
Em média, todos os dias há um objecto monitorizado a reentrar na atmosfera. Na sua maioria são muito pequenos.

Quais são os riscos?
Os riscos são extremamente reduzidos. Até à data, nunca foi reportado qualquer ferimento ou qualquer estrago significativo provocado pela reentrada de detritos espaciais.

Do tamanho dos satélites depende o tamanho da preocupação?
Não há uma relação directa entre o risco de ferimentos ou estragos e o tamanho de um satélite. A maioria arde completamente na reentrada. Alguns componentes, de satélites grandes ou pequenos, sobrevivem à reentrada, mas isso depende do material de que são feitos e outros factores. Os satélites maiores, tipicamente, têm um maior número de componentes que sobrevivem à reentrada.

12:00 Quinta feira, 22 de Set de 2011